Chute 044 – Intervenção militar no Rio

Neste episódio, falamos com Ludmila Ribeiro (UFMG), Diogo Dario (UFRJ) e Marcelo Valença (UERJ) sobre a intervenção militar no Rio de Janeiro. Entenda definitivamente que a repressão policial não é solução para o problema da segurança pública, saiba as razões do fracasso da polícia militar, entenda o legado da extinta política de “gratificação faroeste” e muito mais. Aperte o play e chute a escada da violência conosco!

 

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Participaram desse podcast:

Filipe Mendonça – facebook.com/filipeamendonca
Geraldo Zahran – facebook.com/geraldo.zahran
Ludmila Ribeiro – facebook.com/ludmila.ribeiro.7
Marcelo Valença – facebook.com/marcelo.valenca
Diogo Dario – facebook.com/diogo.dario
Lara Selis – facebook.com/lara.selis

 

Assista o filme “Notícias de uma Guerra Particular” – https://goo.gl/99g7tL

 

Textos citados neste episódio:

Riscos do uso do Exército na segurança pública do Rio, por Marcelo Valença – https://goo.gl/TjdSTo

Narcotráfico,soberania e relações internacionais no México, por Danillo Avellar Bragança – https://goo.gl/8o2yMx

Rio extingue prêmio por atos de bravura a policiais – https://goo.gl/qUVMjn

E agora, qual será o legado? por Arthur Trindade M. Costa – https://goo.gl/rqtnDm

 

Trilha Sonora:

Pavilhão 9 – Gimme tha power
Fernanda Abreu – Rio 40 graus
Titãs – Polícia
Sabotage – Sai da Frente (prod. Instituto e Ganjaman)
Cidinho & Doca – Rap da Felicidade

Chute Especial – Marielle, presente!

Tentaram calar Marielle Franco, mas não conseguirão. Líder popular, ativista de direitos humanos e vereadora do PSOL, Marielle era conhecida por ter coragem de denunciar a violência policial na cidade do Rio de Janeiro. Era também da comissão que acompanha a intervenção militar na cidade do Rio. Mulher, mãe, negra e moradora da favela, ousou ocupar um espaço que dizem não pode ser de mulheres, mães, negros e moradores da favela.

Nós, do Chutando a Escada, estamos mergulhados no tema da segurança pública no Rio de Janeiro. A gravação de um episódio sobre a intervenção militar ocorreu na última terça, dia 14/03. Nossos convidados e convidada explicam profundamente os dilemas da segurança pública no estado e apontam os problemas da intervenção militar. O programa irá ao ar no dia 20/03. Mas, durante a edição, a notícia da execução de Marielle nos deixou perplexos.

Neste Chute Especial, com corações partidos, Filipe Mendonça e Geraldo Zahran recebem novamente um dos convidados da próxima edição, Diogo Dario, da UFRJ. Trocamos impressões, compartilhamos nosso luto e prefaciamos o próximo episódio.

E o Chutando a Escada, juntamente com vários outros podcasts, já se manifestou hoje sobre este assunto. Ouça o manifesto em apoio e protesto aqui.

Lista completa dos participantes:

É pau, é pedra – https://goo.gl/AJiwV3
Apenã – https://goo.gl/Nh8Ffu
Teologia de Boteco – https://goo.gl/4uVqZb
Olhares – https://goo.gl/T1qTcS
Viracasacas – https://goo.gl/uRy53Q
HQ da Vida – https://goo.gl/nc9t9h
Tianix Podcast – https://goo.gl/fjbByk

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Quem é Marielle Franco – https://youtu.be/DPs2o7VgwJA

Brasil é país das Américas que mais mata defensores de direitos humanos

Líder comunitário é assassinado em Barcarena, Pará

Franquia do crime: 2 milhões de pessoas no RJ estão em áreas sob influência de milícias

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“Foram noves tiros.
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Bastaria um para levar a vida de Marielle, mas ela recebeu quatro. Anderson, mais três. Sete tiros que revoltam pela violência física e política que carregam. E os outros dois? Tiros errantes. Duas marcas de um excesso que assombra. Balas sem corpos, cujo disparo já não mirava a vida (já alcançada e arrancada pelas sete primeiras), mas a morte: sua confirmação e execução. O alvo nunca alcançado dessas duas balas aterroriza pela promessa de morte que deixa no ar, e agora paira como estratégia potente da política do medo. O corpo não alcançado por essas duas balas aterroriza pois foi substituído por um corpo não físico, aquele da comunidade, atingido em suas parcas vértebras democráticas.

É como narrou Clarice, em outro enredo, mas sobre os mesmos tiros: “ [….] O décimo terceiro tiro me assassina — porque eu sou o outro. Porque eu quero ser o outro”.

Texto de Lara Selis / Coordenadora do MulheRIs

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Marielle Franco, presente!
Anderson Gomes, presente!