Conversamos com Solange Reis (INCT-INEU) e Fernanda Lorza (ANU) em Canberra. As professoras e amigas do podcast dão um relato em primeira mão das terríveis queimadas na Austrália, falam sobre a resposta do até então governo negacionista de Scott Morrison e discutem as perspectivas do combate ao aquecimento global.

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Participaram deste episódio:
Filipe Mendonça – twitter.com/filipeamendonca
Geraldo Zahran – twitter.com/gnz20
Solange Reis – facebook.com/solange.reis.750
Fernanda Lorza – twitter.com/Escondidim

Para ver:

Incêndios na Austrália; Será que os coalas estão “funcionalmente extintos”? #41, Versada by Vane Costa

Para ler:

Em fim ‘frustrante’ da COP 25, países prometem apresentar metas mais ambiciosas sobre emissões em 2020

Fogo destrói fauna e causa fuga de milhares na Austrália

Cientistas previram agravamento de incêndios na Austrália há 13 anos

A national disaster: On the PM’s catastrophically inept response to Australia’s unprecedented bushfires

Australia Is Burning: Hazard reduction is more complex than some would have you believe

Trilha sonora:
-INXS, Never Tear Us Apart
-Midnight Oil, Beds are Burning
-Men at Work, Down Under
-AC/DC, Thunderstruck
-Gotye, Eyes Wide Open
-Powderfinger, Waiting For The Sun

2 comments on “Queimadas na Austrália
  1. RAFAELA LOBATO disse:

    Olá! Meu nome é Rafaela Lobato e eu moro em Palmas, no Tocantins. Ouvindo este episódio sobre as queimadas na Austrália, me identifiquei muito com diversas das situações descritas pela Solange e pela Fernanda. No Tocantins isso é comum, assim como sul do Pará, sul do Maranhão, Goiás e norte de Minas, área coberta pelo cerrado, estas situações de queimadas, fumaça nas cidades e postos de saúde lotados por pacientes afetados por doenças respiratórias típicas da época de seca, que vai de junho a outubro, com situação mais crítica nos meses de agosto e setembro. Moro no Tocantins desde a criação, em 1988. E não só é visível, como mensurável, a piora nas queimadas a cada ano, agravadas principalmente pelo desmatamento.

    Tocantins e Austrália tem algo em comum na tecnologia de controle de queimadas. Em 2008, foi gravado na região do Jalapão, o reality show americano Survivor. À época, eu trabalhava como coordenadora de TV na Secretaria de Comunicação do Estado do Tocantins, o que me pôs em contato direto com a produtora executiva do programa e grande parte de sua equipe, que eram australianos e que ficaram surpresos em como o Jalapão parecia muito com a região dos Outbacks (se vocês pegarem uma cena da fazenda do filme Austrália e as imagens do Jalapão, vão ver com clareza a semelhança). Inclusive, com a ocorrência dos incêndios florestais que, por várias vezes durante a montagem da estrutura do programa, que era enorme, foram um problema grande. O Tocantins já tinha uma estrutura de combate ao fogo muito desenvolvida e o governo do Estado repassou muito das técnicas de combate às queimadas, como a criação de grupos de brigadistas, combate de fogo com fogo. Muitos profissionais do Tocantins foram para a Austrália ensinar técnicas de combate aos incêndios.

    Aquela fumaça que chegou em São Paulo anos passado e que apavorou o sudeste é recorrente pra nós no centro norte brasileiro. Mas, as emissoras de TV e os principais veículos de comunicação do país não estão muito interessados na região, aparentemente…rs.

    Beijos à todos, ouço sempre o podcast, mas é a primeira vez que comento, por achar que precisamos ver que o Brasil é maior que o sul e sudeste, inclusive, nas relações internacionais.

    1. Geraldo Zahran disse:

      Que relato legal, Rafaela!
      Obrigado por compartilhar essas experiências de Tocantins. Não tinha nem ideia!

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