Num papo com o pastor e teólogo Ariovaldo Ramos, um dos fundadores da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, é traçado um panorama sobre a consolidação e a atuação das igrejas evangélicas no Brasil. Quais fatores contribuíram para o crescimento da fé protestante na sociedade brasileira? Como a distorção dessa fé culminou num cenário de cristifascimo? Qual é o intuito supremacista mascarado pela “cristofobia” citada por Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU? Aperte o play!

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Participaram desse podcast:

Filipe Mendonça – twitter.com/filipeamendonca
Débora Prado – twitter.com/debfbp
Geraldo Zahran – twitter.com/gnz20
Ariovaldo Ramos – instagram.com/ariovaldo

Textos e live com o pastor Ariovaldo Ramos:

– Live: Cristofobia ou cristifascismo
– Evangélicos vão se dando conta de que esse governo não merece crédito
– A cristofobia e o cristifascismo
– “Cristofobia” é erro, falsidade e ofensa em nome de projeto de supremacia, por Ronilso Pacheco
– Missão na íntegra
– Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito

Outros episódios citados:

– Deus nos livre de um Brasil evangélico
– Cristão pode votar no Haddad?
– O uso político do Twitter por Trump e Bolsonaro – 24 Kaosian (Spin #1059 – 04/10/20)
– Ciência de A a Z – Relações Internacionais

Trilha sonora:
Extra Extra, Katsbarnea
Último Dia, Pregador Luo – Apocalipse 16 – Templo Soul
Proibido chorar, Ao Cubo
Indiferença, Oficina G3
Apocalipse 16, Muita Treta

4 comments on “Cristofobia e Cristifascismo
  1. Silvana Moreira disse:

    Prezados,
    Foi com muita satisfação que ouvi este episódio, pois estimo muito o Pr. Ariovaldo, a quem já servi vários cafezinhos, e é uma pessoa muito gente fina.
    Mas eu preciso fazer 2 contrapontos:
    1o, que se dá uma impressão de que o pastor é progressista e revolucionário, igual aos hosters do programa, quando ele, de formação em denominação histórica e calvinista, é apenas dialogal, o que é saudável por demais. Não sei se foi a edição, mas ok. Ser dialogal é virtude, já ressalto. Mas isso só mostra como se pinta o conservador como demônio, quando ele é apenas a outra face no espelho.
    Meu segundo ponto. Quero pedir, por favor. Chamem mais vezes o Pr. Ari, também o Pr Antonio Carlos Costa, o Rodrigo Bibo, qualquer líder cristão que não seja progressista e que vocês aceitem dialogar. O episódio deixou claro como as pessoas precisam muito conhecer e entender o que é ser evangélico. Não nos limitamos ao grupo homogêneo que votou no Bolsonaro e é contra o aborto. O Ari tocou na superfície. Bom.
    Sobre a divisão entre históricos e pentecostais. Ser pentecostal não é ser fundamentalista e da teologia da prosperidade, e entre os históricos há progressistas, muitos. E não, por favor, ser mulher evangélica não é o inferno na terra. Nao é The Handmaid Tale. As experiências ruins existem, mas são um recorte. Há outros. Tem problemas, tem. Assim como ser alguém que queira frequentar um meio progressista mas dizer que não concorda com o aborto por princípios deontológicos. Essa pessoa vai ter vida fácil?
    As igrejas das periferias são cheias de mulheres. Veja a quantidade de locais liderados por mulheres. Não dá para limitar a vida da mulher cristã a post de Whatsapp que as “personas” existem em suas bolhas, nem a programa do Silas Malafaia.
    O evangelicalismo é plural. É heterogêneo. Há progressistas, fundamentalistas, os que dormem de terno, os que vão pra sex fair, liberais, conservadores, urbanos, os rurais, os tacanhos, os de vanguarda, de esquerda, de direita.
    E gente, a coisa tá muito ruim com o Coiso no poder. Mas por favor, Silas Malafaia não é o evangelicalismo brasileiro.
    Aliás, chegando aqui. Penso que o Jornalista Ricardo Alexandre, outra excelente opção de convidado, chegou no cerne da questão. Não é o evangélico que votou no Bolsonaro pq ele representa os valores. É simplesmente a classe média baixa urbana que encontrou um blogueiro com cargo parlamentar que lhe vendeu bem suas pautas, e o mérito da criatura foi esse, para nosso azar. Ele entendeu antes da centro-esquerda, que ainda está perdidinha.
    No mais, continuem o bom trabalho. Bom não, excelente.

  2. Esther Mirian Cardoso Mesquita disse:

    Olá pessoas,

    Meu nome é Esther Mesquita e esse foi o primeiro podcast que ouvi de vocês, já seguia vocês no spotify, mas ainda não tinha colocado nenhum podcast pra escutar. Talvez, por ser cristã evangélica e não aceitar o fascismo que cresce dentro das igrejas esse podcast me chamou atenção. Foi um episódio extremamente interessante, uma pena que dificilmente os cristãos conservadores ouvirão algo desse genero. Mas é importante que as outras pessoas saibam que nem todos os cristãos estão enlouquecidos pelo Bozo e repudiam a esquerda. Inclusive, essa resposta veio pra mim nesse podcast, já que antes do Bolsonaro, eu engrossava essse grupo que odeia a esquerda, mas não sabe o porquê. Sem dúvida vocês ganharam mais uma ouvinte. Já quero me debruçar sobre os episodios anteriores e aprender com vocês e seus convidados. Obrigada por fazerem esse tipo de conteúdo e me alimentarem com informações de qualidade pra eu rebater o discurso da minha familia cristã conservadora e bolsominion. Sejam felizes, tudo de bom!

  3. Hélio de Jesus Rodrigues disse:

    Boa noite, professores!
    Espero que esteja bem.

    Meu nome é Hélio; epiteto Hélio Tattu, moro em Arcos, MG.
    Ouço o “Chutando a Escada (CE) desde 2018. O fatídico ano. Foi sugestão do meu amigo Denilson, de Lagoa da Prata.
    Gosto muito de todos os temas, os quais me ajudam a ter uma percepção mais aprofundada.
    O trabalho de vocês é fundamental, ainda mais nesses tempos de desinformação como política de Estado.

    Gostei muito do papo com o pastor Ariovaldo Ramos. Foi excelente!
    Mas, gostaria de comentar sobre algumas coisas, equivocadamente, ditas por ele, sobre a Igreja Católica. Obviamente que ele não é obrigado a saber cada detalhe de todas religiões, e, mesmo porque, muitos dos católicos não têm conhecimento dos dogmas, filosofia, enfim, dos ensinamentos da Igreja Católica.

    – Foi dito, pelo pastor Ariovaldo que “para o cristão católico ser salvo ele precisa ter 9 (nove) sacramentos.”
    Na verdade são 7 (sete), a saber: Batismo; Crisma (ou Confirmação); Penitência (Confissão); Eucaristia; Ordem; Matrimônio e Unção dos Enfermos.
    A Igreja ensina que os sacramentos nos faz aproximar de Cristo.
    Nas palestras que faço sobre o tema, costumo fazer a seguinte analogia em relação a vida do cristão e os sacramentos: Nossa vida é como se seguíssemos por uma rodovia, e os sacramentos são como as placas de sinalização, que não nos deixa desviar do objetivo, que é Cristo. Quando nos desviamos, ou seja, quando nosso comportamento não está conforme os ensinamentos dEle, ao lembrarmos dos sacramentos que recebemos, voltamos, ou pelo menos deveríamos voltar, para o Caminho dEle.
    O católico não recebe os sete sacramentos. Somente Batismo, Crisma, Eucaristia, é que são ministrados à todos.
    Os outros, são ministrados conforme a decisão de cada um (Ordem para quem tem vocação ao sacerdócio) (Matrimônio, para quem tem vocação de se casar), ou por necessidade extrema (Unção dos Enfermos, para quem está doente, ou vai fazer uma cirurgia, por exemplo).
    Para participar das celebrações da Igreja Católica não há exigências de se ter recebido algum sacramento. Porém, para receber a hóstia sagrada, é necessário que tenha sido batizado e tenha feito todo processo de catequese da Primeira Eucaristia. Esse processo serve para o cristão entender a razão e a seriedade da Eucaristia.

    – Foi dito que a Igreja Católica defende que a salvação só será alcançada por meio da Igreja.
    Este ensinamento não existe.
    A Igreja Católica ensina que a salvação é para todos, indistintamente. Ela nos foi dada por Jesus, pela morte na Cruz.
    O detalhe é: o que fazemos com a salvação, que nos foi dada por Ele, enquanto estamos na Terra. Os ensinamentos da Igreja nos ajudam a comportarmos de tal maneira a desfrutarmos da Salvação, em vida. Buscando sermos pessoas melhores, e ajudando o próximo nesta busca.
    No momento da morte, estando em pecado, a salvação nos será dada se arrependermos, sinceramente. Ou seja, é uma escolha. É o “livre arbítrio”.
    Os dogmas, filosofias, ensinamentos da Igreja Católica, são de tal sorte a dar liberdade ao cristão. Ele é quem escolhe o que quer da vida, tendo como base a catequese da Igreja. Afinal, Jesus é Libertador em essência.

    Aliás, o homem Jesus era de esquerda, fato. (opinião minha e não da Igreja, infelizmente kkk).
    Minha formação religiosa foi com base na Teologia da Libertação, e formação política também.

    É basicamente isso. Não vou alongar mais, apesar de os temas ensejarem discussões longas.

    Mais uma vez parabenizo pelo belo episódio com o Pastor Ariovaldo Ramos.

    Gostaria de contribuir, mas, nenhuma das opções me atende.
    Sou meio antiquado. Não uso cartão de crédito. Somente débito. Por alguma das opções é possível contribuir por cartão de débito? Ou eu poderia contribuir por transferência bancária?

    Continuem firmes, pois, necessitamos do trabalho de vocês.

    Abraços fraternais!

    Hélio Tattu

    1. Hélio de Jesus Rodrigues disse:

      Em tempo:
      Convivo com muitos “Cristifacistas” dentro da Igreja Católica.
      Está complicado.

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